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domingo, 7 de fevereiro de 2010

EXPOMOTO BATALHA - MAIS UMA JORNADA DE FERVOR MOTARD

Devido essencialmente ao clima e tambem não haver uma grande oferta de actividades motard, só no passado Sábado pude dar a minha primeira volta de 2010. O destino foi a Expomoto - Batalha com almoço na estalagem de St. Iria em Tomar.Começo por agradecer ao amigo Yellow por ter tido a iniciativa de lançar o convite no Forum TransAlp. Com concentração nas bombas da Repsol (2.ª circular) em Lisboa lá partiu a comitiva A1 acima uma vez que o denso nevoeiro não nos permitiu cumprir o itinerário inicial que era ir pelo interior. O almoço reuniu cerca de duas centenas de motards dos mais variantes quadrantes desde malta do Norte, Sul, trails, chopers, pista, etc. Foi organizado pelo Motoclube Virtual que estendeu o convite a diversos foruns e assim se proporcionou um excelente momento de convivio.
Cerca das 15 e poucos fomos, com sol, por Ourem e Fátima até à Batalha, gozando durante uma hora aquelas curvas e contra curvas, as ultrapassagens rentes, enfim aquela adrenalina.
Chegados à feira, foi o primeiro contacto com aquele mar de motos e pessoas, que continuou pelo interior. Por um pouco até deu pra esquecer a crise q o País atravessa. Acredito q aquele ultimo modelo da Harley foi vendido e pelo módico preço de trinta mil euros. Como não podia deixar de ser estavam expostas diversas Transalp mas uma 'negra' toda preparada para viagem dava nas vistas. Em suma, um dia muito bem passado, venham outros!
Ficam aqui uns registos deste passeio.


































OUTRAS CRÓNICAS:
FORUM TRANSALP
XLTRAIL

domingo, 11 de outubro de 2009

UM DOMINGO NO CABO DA ROCA

«Aqui (…) onde a terra se acaba e o mar começa…»: é assim que o eloquente e incomparável mestre da palavra portuguesa Luís de Camões vê o Cabo da Roca, por muitos conhecido como o ponto mais ocidental da Europa. Este local, mágico por natureza (e por causa da natureza), eleva-se a 140 metros de altitude, de onde é possível contemplar a força ímpar e esmagadora do Atlântico, que, coisa rara e singular, ruge, furioso, e, decidido, se atira contra os rochedos, causticando, uma e outra vez, desde tempos imemoriais, os rochedos e fragas.Localizado no distrito de Lisboa, concelho de Sintra e freguesia de Colares, o Cabo da Roca é mundialmente conhecido e, como tal, atrai anualmente, milhares de turistas que, maravilhados com a beleza imponente do sítio, saem com a certeza de que hão-de voltar um dia para apreciar, uma vez mais, o mar ruidoso e o vento impiedoso que, por vezes, quase impede o simples caminhar.O local é composto por um farol, mandado edificar pelo Marquês de Pombal em 1758 e o seu varandim vermelho é um marco do Cabo da Roca que, todos os anos, dali sai e vai percorrer mundo em fotografias e filmes digitais; a vegetação é rasteira e maioritariamente composta por tojo, urze, trovisco, madressilva e abrunheira, espécies que conseguem resistir exemplarmente às fortíssimas cargas de humidade, vento e chuva que se fazem sentir, principalmente durante os meses invernosos. O cravo-romano é a única espécie endémica da região e, como tal, alvo de protecção e estudo por parte da comunidade científica. Saliente-se, ainda que, em tempos passados (até aos anos setenta), a terra foi arroteada mesmo até ao penhasco e utilizada para cultivar cereais, hortícolas e forragens para gado.Situado numa zona de fáceis acessos, o Cabo da Roca é, por excelência, um dos melhores destinos de fim-de-semana ultimamente sempre dedicados aos passeios em shoppings e afins. De facto, esquecer uma semana de intenso trabalho nos braços da natureza agreste e bravia do Cabo da Roca é a melhor opção que pode tomar. Siga pela A5 até Cascais, tome a estrada do Guincho e corte à esquerda para o Cabo da Roca. Tão simples quanto isto!

Ao Domingo de manhã o Cabo da Roca pertence aos motards, e neste Domingo achei que devia lá ir ocupar o meu lugar e lá fui! Por volta do meio-dia passei pelo Guincho e ao 'atacar' a subida para a Roca ia levando com um cavalinho q vinha por ali a baixo numa velociade estonteante e de seguida uma outra quase vai para cima de um carro numa curva apertada. Afinal estava no autódromo da Roca e o mais caricato, é que estavam montes de pessoas nas curvas da descida para o guincho, para ver passar as motas.Ver passar, ou quem sabe, ver as desgraças dos outros!A classe motociclistica, inclui, esses meninos das "RRRR"s, que têm o 'avião'a brilhar na garagem, e so o usam, para ir a Gerès, à Roca ao Domingo, a Faro, e pouco mais. Dizem-se uns grandes condutores! Ultrapassam em todo o lado, seja proibido ou nao, curvas no limite. Como se isso provasse alguma coisa! senão falta de afirmação!Tentei esquecer e continuei o meu caminho debaixo de um sol esplendido dando razão a quem diz que o aquecimento global veio para ficar. Quando cheguei a imagem é um verdadeiro mar de motas inundando toda área junto ao restaurante.


O restaurante estava a abarrotar pelas costuras

começa por ser uma massa anónima

e transforma-se numa colorida e peculiar amálgama de modelos, cilindradas, máquinas e pessoas
os respectivos donos estacionam-nas numa perfeita simetria, algumas destacam-se mais que outras

é o caso da minha 'special one' TransAlp a rainha das 'allroad'
interessante ter havido alguém que pagou um servço de moto-táxi para se deslocar a este belo local
como não podia deixar de ser o miradouro e a foto junto do marco geodésico fazem parte deste passeio

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PASSEIO ÀS GRUTAS DE MIRA DE AIRE E MARINHAS DE SAL DE RIO MAIOR

No passado sábado, eu a minha querida TransAlp lá fomos a novo passeio. Organizado por um participante do ForumTransAlp, o Cronus (Miguel), possibilitou a visita a locais bem bonitos e interessantes - Grutas de Mira de Aire e Salinas Naturais de Rio Maior.


Foi um passeio muito interessante porque, conseguiu juntar gente de varios fóruns, de motos e estilos diferentes desde transalp's, hayabusas, vfr's, cbr's, cbf's, xx's, fz's, uma bmw lol, zzr, zx12r cof cof cof (moto da tanga)...e até uma maxiscooter, uma bonita tmax e assistiu-se a uma verdadeira jornada de sã convivio.

Partimos para as Grutas de Mira de Aire, as maiores grutas de Portugal. A apenas 15 km de Fátima e a 110 km de Lisboa, autêntica catedral subterrânea. Apesar de termos começado com uma forte e persistente chuvada (a ida a Rio Maior ficou anulada) acabámos por fazer uma fantástica e mística viagem pelas entranhas da Serra d'Aire e apreciar formações únicas.
A prova de vinhos foi, como já se sabia, um dos pontos altos, realizada num local a cerca de 200 metros de profundidade com uma temperatura média de cerca de 18º. (prova que foi só de nome pois o pessoal comeu e bebeu que se fartou) finalmente, tipo Eurodisney, tivemos a subida de 230 metros num minuto em elevador. A chuva continuava uma constante.


Seguiu-se o almoço. Aprendemos que o pernil em Mira de Aire é parecido com o lombo de porco assado em Lisboa, de resto tudo bem.

Eis que o Sol se lembra de aparecer e aí o Cronus não é de meias medidas! A ida às marinhas de sal de Rio Maior reentra no programa.
Consideradas únicas no género a nível Nacional e ainda em exploração, as Salinas Naturais de Rio Maior são um dos principais tesouros patrimoniais da região.Inseridas no Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros, classificadas como Imóvel de Interesse Público, deste antigo Poço das Marinhas do Sal, brota água salgada que abastece os 400 talhos, ou compartimentos, e os 70 esgoteiros (onde se coloca a água salgada para mais tarde ser distribuída pelos talhos), que ocupam 21 865m2. A água desta nascente é sete vezes mais salgada que a água do mar, existindo mesmo a teoria que estas salinas tenham sido exploradas por Romanos e Árabes, aquando a sua ocupação na Península. De facto, existem referências a estas salinas desde 1177, nos mais antigos documentos existentes de Rio Maior.


A importância do Sal em Rio Maior está até retratada no Brasão da cidade, com duas pirâmides que o simbolizam. A água salgada provém de uma extensa e profunda mina de sal-gema, que é atravessada por uma corrente subterrânea de água doce, que se torna depois salgada. O trabalho nas salinas ocorre somente durante a época estival, quando os habitantes das redondezas descem a encosta da Serra dos Candeeiros, para a milenar labuta do «sal sem mar». As Marinhas de Sal de Rio Maior, situam-se em pleno sopé da Serra dos Candeeiros, a trinta quilómetros do mar.


Rodeadas de árvores e terras de cultivo, são como que uma minúscula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, com lojas de artesanato e produtos locais, um posto de informação e divulgação e instalações sanitárias.

Cerca das 18 horas lá fui a Rio Maior comprar um delicioso pão de ló muito apreciado em casa e, por vias interiores, saboreei um fim de tarde solarengo no dorso da minha TA.



M A I S___ F O T O S